Terça-feira, Março 27, 2007

A Natureza em nós... 


Mas...onde estão os "nós" na Natureza?

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Segunda-feira, Julho 11, 2005

A mordaça da censura e o sudário da liberdade 

(...) Até quando resistirão às investidas dos estrangeiros que lhe pisoteiam as vinhas? Até quando permitirão que a falsa águia lhes roube o alimento? Até quando assistirão passivos o ressurgimento de Roma no horizonte manchado de metal e sangue? (...)

Sou um filho da ditadura. Nasci em 1969, quando o os EUA deixaram na lua a primeira marca de sua grande conquista. A pegada de um homem. Lembro-me da guerra fria, do apatheid. A Kux klux Klan, com seus fanáticos racistas com cheiro de pipoca.
E as aulas de Educação Moral e Cívica, em que condicionavam comportamentos? Lembro-me de cantar o hino antes da aula, das formações em fila por classe e por ordem de tamanho. Das competições, dos concursos, das provas. Oferecer medalhas e recompensas por boas notas era o incentivo.
Lembro-me de meu pai, servidor público federal à época, contar-nos histórias esquisitas, sobre jornais que publicavam informações importantes criptografadas na forma de receitas de bolo.
Minha irmã, que também trabalhava para o governo, falava das vezes em que artistas famosos eram presos por atividades e comportamentos considerados “subversivos” e permaneciam detidos na cadeia que ficava no andar térreo do prédio. Ou então por terem sido flagrados com uma bagana de maconha. Não importava o delito, a prisão de celebridades era sempre era um momento de muita alegria para o pessoal da repartição, pois todos podiam tirar fotos e pedir autógrafos com seu ídolo favorito. E o que era melhor: ele não podia fugir.
Mas os presos também chegavam – e principalmente - aos frios porões da ditadura e aos braços dos torturadores por razões políticas. Nesses dias, todos sofriam sem demonstrar a ninguém, pois tinham medo. Do mais alto andar do edifício, onde ficava o escritório, era possível ouvir os gritos histéricos e pedidos de socorro dos torturados.
A nação continuou seguindo a marcha, a indústria cresceu e as propagandas foram tomando conta da programação da televisão. A censura se apresentava na forma de um certificado de classificação federal de faixa etária. O alerta, é claro, nunca foi seguido à risca. Mas estava lá, presente.
A população crescia, os alimentos foram industrializando-se para suprir a crescente demanda de humanos. Finalmente o capitalismo tinha sido aceito no coração de todos. Tendências viram regras, modas viram leis, produtos em série, sonhos de consumo. É a era da homogeneidade.
Hollywood finca definitivamente sua âncora no coração dos tupiniquins. Atores, personagens, crenças, cultura e comportamento. Durante o dia, clássicos da filmografia norte-americana em preto e branco ocupavam a programação televisiva. À noite, os seriados e filmes de ação.
Estimulada e aprisionada de maneira eficaz pelo mito de Adão e Eva, a humanidade continuou a procriar. A medicina passou a salvar cada vez mais vidas. Possuir e acumular passa a ser uma necessidade e uma obrigação social. Pobre, o povo é obrigado a comprar a cópia mal feita, o brinquedo produzido com trabalho escravo e vendido em lojas de descontos. E que ainda fere o dedo da criança como uma faca mal amolada.
Apesar da pregação dos religiosos, a novela mostra cenas de sexo velado. Mulheres dançam seminuas e simulam sexo com garrafas. Cantoras encenam masturbações ao vivo. Onze de setembro. Horror. Medo. Morte.
Os pastores se multiplicam, o rebanho está maior e mais gordo. Novas ideologias surgem. Veículos de comunicação passam a ser usados em nome da fé. Religião. Controle. Poder.
Tem início o novo drama, com o conteúdo idiossincrático de uma tragicomédia, mas sem a beleza dos gregos e a vitalidade dos romanos. A superficialidade é palavra de ordem, canários de corda semitonam suas vozes robóticas nas rádios, as fofocas tomam o lugar das notícias nos jornais.
A iniciativa privada passa do status de mera patrocinadora para conselheira editorial. Executivos de multinacionais escolhem a atriz principal da novela. O medo chega às redações. Posicionamentos editoriais vão de encontro aos favorecimentos financeiros. Tem início a temporada de processos. Todos querem ser ressarcidos por algo. Terror. A Babilônia é feita em pedaços. Africanos morrem aos milhares, a água está contaminada. Há câmeras por toda a parte e a palavra “direitos” só é usada para ganhar vantagem.
A falta de oportunidades no amor ou no trabalho hoje é obra do “capeta” e opção sexual virou doença que tem cura. Leis são feitas para reverter a sexualidade das pessoas e outras para impedir que se associem. Travestis viram sacerdotes de religiões que condenam o homossexualismo.
Frangos e bezerros tomam hormônios para crescer mais e mais rápido. Plantas são duplicadas e replicadas a todo momento. A Mãe Natureza lança ao homem um riso sardônico. Tsunamis, enchentes, inundações, secas, incêndios, furacões, terremotos. Mudanças. Morte. Início. Um novo tempo para mim...e para vocês.

Maurício Businari é mamífero, jornalista e feliz por ter cinco sentidos.

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Segunda-feira, Maio 17, 2004



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Sexta-feira, Maio 07, 2004

A Noviça (Re) beldade 


Era uma vez uma freirinha muito sapeca e vivaz, que vivia em um convento muito, muito distante, próximo ao topo do mundo, nos Alpes do Queijo Suíço. Seu nome era Maria Scarrey.

Ela era feliz mesmo tendo abandonado os pais ainda pequena, prometida tão jovem ao sacerdócio. Pobre menina…tão pequenina e frágil e tendo que viver entre velhas matronas rígidas e severas.

O que se passou a durante a adolescência da personagem é uma história para ser contada outro dia. Por enquanto, o que importa é que a freirinha, agora uma jovem mulher com a periquita afoita, percebe que não nasceu para a vida de escrava de Cristo e resolve sair do convento e tentar a vida de escrava no campo.

Como ela mesma já previa, os anos de dedicação à Virgem e à cruz de Cristo, amigas das horas mais íntimas, não tinham sido em vão e rapidamente a nossa heroína conseguiu um emprego como governanta de uma residência muito, muito imponente, pertencente a um capitão austríaco muito, muito poderoso, o Von Trappo.

Quando a carta do capitão chegou, no dia primeiro de abril de 1930, ela nem precisou abri-la para saber o teor da escrita. Retirou a forca do pescoço da imagem de Nossa Senhora que guardava sob a palha do colchão, meteu-a numa sacola e saiu a rodopiar e cantarolar pelos campos de lavanda até dar com a cara no portão de entrada da residência dos Von Trappo.

O capitão Von Trappo era um militar fanático-cristão linha dura, que transformava a vida dos sete filhos num verdadeiro inferno. Segundo diziam os párocos das comunidades próximas aos fiéis que lotavam as missas de domingo, Von Troppo era amargurado por ser viúvo há muito tempo. E que, desde a morte da mulher, vinha enfrentando exaustivas sessões de psicoterapia para resolver uma paixão obsessiva pela mão direita. “Desperdiçar é pecado”, afirmavam, sorridentes, ao público inerte.

Maria sabia de tudo isso, mas seu desejo de não retornar mais ao convento e aos braços daquelas matronas belicosas vestidas de luto foi suficiente para que ela se “engajasse” junto ao capitão e sua filharada. E eles cantaram, dançaram. Fizeram roupas de cortinas, como nos contos de fadas. Foram disciplinados por letras de canções repressivas. Aprenderam obediência ao pai, à nova governanta e a quem mais fosse necessário para manter a ordem. Cultivaram o ódio no coração, mas aprenderam a escondê-lo.

Maria não era tola. Acreditando-se livre da influência nesfasta que os sete pestinhas exerciam sobre seu futuro provedor e marido, tratou de mostrar ao capitão que o latim era uma língua morta, assim como sua esposa. “Morreu, morreu, antes ela do que eu”, costumava dizer ao capitão.

Eles resolveram se juntar, mas a guerra havia começado e a Áustria estava sendo invadida pelos nazistas. Naquele momento, Maria lembrou-se das Escrituras e da fuga dos judeus para o Egito. E comprou a idéia.

Fugiram pelas montanhas. Escaparam da guerra, casaram-se e a freirinha passou a chamar as sete crianças-padrão de filhos. E todos passaram a viver sorrindo, cantando, dançando e rodopiando para sempre, até os últimos caracteres alcançarem o topo da tela da TV e o DVD retornar ao menu principal.

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A Xepa na TV 

Cogumelos, iogurteiras, aparelhos de ginástica, planos de saúde, métodos de emagrecimento, shakes milagrosos e mini-máquinas de costura. São produtos que invadem a sua casa diariamente, sem licença, transformando a sua programação favorita em uma verdadeira feira livre.

O merchandising, forma mais primitiva de vender objetos e serviços, tem sido adotado nos últimos anos pelas emissoras de TV porque, além de eliminar os custos de produção de um filme publicitário, ele agrega ao produto a audiência e prestígio de um programa ou de um determinado artista.

Na hora de vender seu peixe, o empresário brasileiro tem optado pela forma mais econômica. Isso é fato. Porém, o que houve com o break comercial? Ele não foi criado com o intuito de organizar e ordenar a propaganda na TV?

Claro que o merchandising continuou existindo de forma velada, em filmes, seriados e novelas. Algumas vezes de forma subliminar, o que é ainda mais invasivo. Você assiste a um filme de ação e, de repente, sente um impulso incontrolável de tomar determinado refrigerante…sem saber que uma frase contendo o nome do referido líquido foi exibida várias vezes no decorrer da película, com durações de poucas frações de segundo, imperceptível aos olhos do humano mais observador. Mas, de uma forma ou de outra, o momento do comercial era respeitado.

Na TV brasileira, atualmente, o merchandising é feito durante a programação. Porém, de uma forma tão tosca e banal que chega a ser tragicômica. Ver a propaganda e a publicidade regredirem à época em que telemoças vendiam geladeiras ao vivo durante programas de auditório é, no mínimo, vexatório. Sinal de que realmente algo não vai bem em nossa economia.

E a quem interessa isso? Bem, com certeza se você continuou lendo este texto, é porque, de alguma forma, se preocupa com a própria saúde mental e a das pessoas a que ama. Portanto, este alerta é para você, que descobriu que o nosso cérebro levou milhões de anos para ser desenvolvido e que levará apenas algumas centenas para involuir se não começarmos a refletir sobre questões como essa. Para quem não chegou a esta parte do texto, nada posso fazer a não ser lamentar a escolha.

Que o dinheiro tem transformado as pessoas em débeis mentais passivas e submissas, nem se discute. O sentido de coletividade abandonou suas mentes vampirizadas desde os primórdios da Revolução Industrial. A idéia de coletivo passou a assumir uma forma bizarra, em que, por exemplo, todos os trabalhadores de uma fábrica têm que formar uma equipe coesa para garantir os interesses do patrão. Isso é senso de coletividade?

E os profissionais de mídia, o que têm feito para resguardar os direitos da publicidade até mesmo como manifestação cultural de um povo? Será que eles vão assistir, estáticos, à diminuição gradativa de suas contas? Será que vão contentar-se com duas ou três marcas de cerveja? Com lojas populares de móveis?

Lemings e seres humanos


Há alguns anos, acreditava-se que os lemings, pequenos roedores que vivem sob o solo ártico, suicidavam-se atirando-se de penhascos quando deparavam-se com situações extremamente adversas, como invernos rigorosos, que provocam escassez de alimento. Recentemente, cientistas descobriram que os animaizinhos lutam por suas vidas até o último suspiro, como qualquer espécie dos reinos animal ou vegetal.

E o ser humano? Onde está seu instinto inato para a caça? Quantos sabem que essa vocação para caçadores possibilitou nossa transformação de hominídios em seres pensantes? Será possível que o medo continue regendo seus dias exaustivos e noites mal dormidas enquanto seus reais predadores, os Empresarius gananciosus e os Religiosus fervorosus
transformam suas vidas no Inferno que eles tanto cultuam?

Quanto tempo ainda vamos suportar calados a transformação da programação da TV em um espetáculo ininterrupto de vendas? Em um show de ofertas em que a programação em si funciona apenas como cenário para a demonstração de produtos e serviços?

Claro que a indústria televisiva precisa manter-se e, para isso, depende dos anunciantes. Mas é preciso critério, porque transformar programas de variedades em encartes publicitários audiovisuais é uma tática invasiva e desrespeitosa.

É, no mínimo, um desafio à paciência assistir a um programa cujas entrevistas são interrompidas a todo momento para que o apresentador empreste sua imagem a um produto que ninguém nunca ouviu falar antes. E que está na cara que ele próprio nunca consumiria.

Por outro lado, a paciência tem sido apontada por cientistas sociais como a maior virtude do brasileiro no último século. Para mim, ela concorre com a obediência, reflexo de um longo período de ditadura militar.


O curioso é que no Brasil, a terra do merchandising na TV, o brasileiro tem que suar muito para ganhar uns míseros trocados, sambar mais que mulata para pagar as contas e, no final do dia, afogar as mágoas esvaziando latas e latas de cerveja. Mas sempre sobra um dinheirinho para manter o anunciante do programa favorito…

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Sexta-feira, Abril 30, 2004

Olhe bem para si 

Olhe bem para si hoje quando encontrar novamente um espelho. Concentre-se, acerte o foco com uma piscadela e olhe novamente para si. Talvez seja a última vez que faça isso. Talvez quando abrir novamente a porta para voltar à sua vida tão corrida seja acometido por um infarto. Ou um derrame. Pode ser que simplesmente suas células parem de funcionar, entrem em colapso.

E então, o que fará ao abrir a porta? Ter certeza sobre a morte faz-lhe pensar em que? Em seu próximo? Em seus planos? Em seus bens? Em algum ente querido? E você? Você está feliz com a vida que leva? Sinceramente feliz?

Olhe ao seu redor. Você está cercado por pessoas que realmente se importam com você o tanto quanto você se importa com a opinião delas. Admita. Não para os outros. Admita para si mesmo que tudo esteve sempre sob seu controle e guarde isso como um segredo. O maior dos segredos, que apenas nós conheceremos.

E siga em frente, sem receio do que possa acontecer. Quando você era um bebê no ventre de sua mãe, não imaginava o que aconteceria ao sair do sono profundo em que se encontrava. Mas teve a coragem para forçar sua saída do útero para descobrir novos mistérios e rasgar o peito num grito ancestral.

Aprendeu a engatinhar, andar, correr. Conheceu os perfumes, as cores e texturas da Terra. Brincou, fez amigos. Desafiou e superou medos. E começou a ouvir fofocas sobre mim.

Ainda acredita naquelas tolices? Levante-se, encare os fatos. Tenha sempre auto-confiança, porque serei tua única certeza. Portanto, nada do que você fizer poderá impedir-me. Pode retardar sua decadência utilizando os mais sofisticados artifícios da ciência médica, mas sua decrepitude é poesia para mim.

Divirto-me só de observar sua inútil preocupação consigo mesmo. Ao final, todos os seres viventes, incluindo você, receberão meu beijo encantador. E enxergarão a escuridão como uma esperança da luz. E sairão a sonhar com sua própria evolução. E então nada mais lhes restará.



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Segunda-feira, Abril 26, 2004

Amazônia e desenvolvimento sustentável 

Ao mesmo tempo em que lançou um sistema para monitoramento da Floresta Amazônica, o Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento (Sipam), o governo federal avisa que pretende estimular o desenvolvimento sustentável da região, alegando que lá existem 20 milhões de pessoas querendo trabalhar. Em entrevista coletiva dada à imprensa nacional, o presidente Lula anunciou que a Amazônia não pode ser transformada em um santuário da humanidade.

O presidente só esqueceu-se de dizer no que pretende transformar então a maior floresta tropical do mundo, responsável pela produção de grande parte do Oxigênio que tanto ele quanto nós e os moradores daquela região respiram diariamente.

O novo sistema consiste no monitoramento das florestas via satélite, permitindo identificar os pontos de desmatamento mais crítico e os respectivos responsáveis. Hoje os maiores inimigos da floresta são os fazendeiros de gado, que estão transformando as matas tropicais em pasto.

A maioria dos 7 milhões de km2 da Floresta Amazônica é constituída por uma floresta de terra firme. Esta é uma floresta que nunca é alagada e se espalha sobre uma grande planície de até 130-200 metros de altitude, até os sopés das montanhas.

A grande planície corresponde aos sedimentos deixados pelo lago "Belterra", que ocupou a maior parte da bacia Amazônica durante o Mioceno e o Plioceno, entre 25 mil e 1,8 milhão de anos atrás.

O silte e as argilas depositados neste antigo lago foram submetidos a um suave movimento de elevação epirogenético, enquanto os Andes se ergueram e os modernos rios começaram a cavar os seus leitos. Assim surgiram os três tipos de florestas amazônicas: as florestas montanhosas Andinas, as florestas de terra firme e as florestas fluviais alagadas, as duas últimas na Amazônia brasileira.

Existem na Amazônia 55 mil espécies de plantas, 428 de mamíferos, 1.622 de aves, 467 de répteis, 516 de anfíbios e, segundo Lula, 20 milhões de pessoas precisando de empregos. Numa indústria, senhor presidente? Ou talvez numa mineradora? Ou melhor: numa empresa que engarrafa e vende água potável?







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Terça-feira, Abril 20, 2004

O canto das baleias 

Cientistas que estudam as baleias jubarte há cinco anos no litoral brasileiro descobriram recentemente que o som emitido por esse mamífero, durante o acasalamento, muda a cada ano.

Conforme os pesquisadores, a música é complexa, e a descoberta que as notas mudam de uma temporada para outra leva a crer que o som emitido pelas baleias varia nas diferentes regiões do mundo. A canção para atrair a fêmea e afastar rivais demora até 30 minutos, mas o macho pode repeti-la por 24 horas sem parar.

As baleias jubarte viajam três mil quilômetros até Abrolhos, na Bahia, para se reproduzir. Nesta época do ano, elas retornam para casa na Antártida, juntamente com os seus fihotes que nasceram na costa do Brasil

As jubartes não são as únicas cujo dom de cantar é inato. Porém, os sons que as baleias emitem ainda são um mistério para os cientistas. Algumas espécies, como a baleia-jubarte, produzem composições sonoras muito próximas daquilo que entendemos como música. Mesmo sem saber para que servem os intrigantes latidos, gritos e assobios, os cientistas os incluíram no disco revestido de ouro levado ao espaço em 1977 a bordo da nave Voyager. Junto com a Nona Sinfonia, de Beethoven, e o barulho de chuva e trovões, o canto das baleias viaja pelo Cosmo como uma amostra da imensa gama de ruídos da Terra.





Perseguidas impiedosamente pelo homem, as baleias quase seguiram o destino dos dinossauros. Só escaparam graças às campanhas de grupos ambientalistas, como o Greenpeace. Essa luta culminou, em 1986, na proibição internacional da caça à baleia. A moratória (que não é respeitada por países como o Japão) está permitindo a recuperação de algumas espécies ameaçadas. Mas outras, como a baleia-de-Biscaya, parecem condenadas a desaparecer. Quanto à magnífica baleia-azul, seu futuro é incerto. No início do século, elas somavam 20 000 indivíduos no mundo inteiro. Hoje não passam de 500. Cientistas descobriram também que os sonares de navios podem ser responsáveis pela morte de dezenas de baleias e golfinhos.

Conheça mais sobre o universo de nossas "primas" gigantescas clicando nas imagens abaixo. Para ouvir os sons, é preciso instalar o Real Player ou outro programa de áudio. Uma versão freeware pode ser baixada clicando aqui.

Canções de baleias direto do Hawaii
Assista a um vídeo raro de uma baleia cantora
Conheça algumas espécies de baleias
Instituto Baleia Jubarte: o Brasil consciente
Mele O Kohola: uma baleia cantando música havaiana?!?
Orca: uma baleia assassina?


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